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Calvície – Alopecia Androgenética

Dra. Ana Paula Cipoli Artigos Deixe um Comentário

A alopecia androgenética ou calvície é uma manifestação fisiológica que ocorre em indivíduos geneticamente predispostos e a herança genética pode vir da família paterna, materna ou ambas. Pode-se já se iniciar na puberdade e não existe cura, mas tratamentos recentes desaceleram sua evolução e promovem o nascimento de novos fios. A DHT(dehidrotestosterona) é um hormônio que é uma fração da testosterona, que é fabricada tanto pelo organismo masculino quanto pelo feminino e se comprovou que ele vai agir nos folículos capilares com herança genética levando a calvície.

Este hormônio liga-se nesses folículos, levando ao afinamento e miniaturização dos fios, até a fase de velus (penugem) quando estes caem definitivamente. A calvície que já incomoda bastante os homens, também pode acometer as mulheres causando grande ansiedade e sofrimento emocional, pois a DHT também pode agir nos folículos capilares femininos.

Felizmente o estrógeno e a progesterona (hormônios femininos) tendem a proteger os folículos dos efeitos destrutivos da DHT, mas em algumas situações onde há aumento da DHT, ou em alterações hormonais como ocorre na síndrome de ovário policístico e na menopausa (devido a falta da produção de estrógeno), a calvície feminina pode aparecer.

A área mais crítica do couro cabeludo feminino para a calvície é a região superior frontal da cabeça.O afinamento dos fios, dificuldade de crescimento e a rarefação frontal são características da fase inicial da calvície feminina, que deve ser tratada precocemente para que tenha bons resultados.

Tratamentos

1- Finasterida

A Finasterida é um inibidor androgênico. Ela atua inibindo a enzima 5 alfa redutase que é responsável pela transformação da testosterona em dehidrotestosterona, que é a vilã da calvície.
É um medicamento extremamente eficaz para a calvície masculina se for instituída precocemente, no início da calvície.

A posologia é 1 comprimido ao dia e à partir do 3 mês de tratamento nota-se melhora intensa da queda de cabelo e a partir do 6 mês em 80% dos pacientes, observa-se crescimento de fios novos. Após 2 anos de tratamento vê-se a melhora máxima que se pode obter com a Finasterida, mas o paciente deve continuar com seu uso continuamente para não perder os resultados previamente obtidos.

Seus efeitos colaterais são leves, incluindo diminuição do libido sexual em 1,5% dos pacientes, mas que desaparecem imediatamente com a descontinuação da terapia. Atualmente, ainda é a melhor terapia para a calvície masculina e mesmo em pacientes submetidos a transplante capilar ela deve ser administrada.
 
2- Minoxidil

A história do uso do Minoxidil para tratamento de alopecia teve início em 1980, quando se verificou que a sua administração via oral em casos de hipertensão arterial produzia, em um grande número de pacientes, o crescimento de pêlos em várias partes do corpo, inclusive  no couro cabeludo.

A terapêutica com o produto requer ao menos três meses de aplicação local diária e ininterrupta para se chegar a algum resultado na reposição dos cabelos, e precisa ser mantida, para evitar a volta às condições anteriores. Os melhores resultados são alcançados nas alopecias recentes e ele deve ser aplicado 2 vezes ao dia no couro cabeludo.

3-Solução Capilar com Alfaestradiol 0.025% (Avicis)

É um tratamento tópico seguro e eficaz aplicado sobre a área do couro cabeludo afetada 1 vez ao dia. O alfaestradiol vai agir impedindo que a dehidrotestosterona se ligue ao folículo capilar, impedindo assim a queda de cabelo e estimulando o nascimento de fios novos. Normalmente ela é usada em associação com a Finasterida nos homens e com anticoncepcional e ou vitaminas nas mulheres, com bons resultados a longo prazo.

4-Transplante Capilar

Consiste em transferir fios naturais da área occipital para a área frontal e parietal, onde eles passam a viver como no seu local de origem. A preferência por fios da região occipital ocorre porque, geneticamente, os cabelos dessa área não são vulneráveis à queda, diferentemente dos da área frontal. Para que seja possível o transplante é necessário que haja cabelos suficientes na região occipital (área doadora).

O microtransplante é feito em consultório médico, sob anestesia local e bloqueio das terminações nervosas. Em geral, associa-se a sedação para a diminuição do estresse cirúrgico.

Esta técnica apresenta resultados definitivos e naturais, que reproduz na área calva o mesmo tipo de implantação e distribuição que existe na área doadora do indivíduo. Os cabelos duram para toda a vida e podem ser cuidados naturalmente como se fosse o cabelo original.

Para o tratamento da calvície feminina pode-se utilizar loções de Minoxidil ou loção de alfaestradol e ingestão de vitaminas e antioxidantes. Uso de anticoncepcional com acetato de ciproterona ou drospirenona nas mulheres em idade fértil dão bons resultados, pois esses anticoncepcionais bloqueiam a ligação da DHT nos folículos capilares femininos.

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